Its only rock and roll

Hoje é o dia do ritmo mais poderoso de todos os tempos: 13 de julho, dia de rock bebê!

Ano passado eu fiz um post com algumas roqueiras famigeradas, este ano, resolvi contar um pouco da minha experiência com o ritmo eternamente jovem e rebelde. Prepare-se para imagens chocantes e em baixa resolução do fundo do meu baú e do meu antigo fotolog, (que eu diferente da Shame descoberta fiz questão de deletar anos atrás uahuah).

Eu e minha Ibanez!

Quando criança graças ao Cinema em Casa do SBT eu pude ver dezenas de filmes sobre os Beatles, John Lennon e Elvis Presley, mas foi aos onze anos, esperando minha mãe dentro do carro, só para variar um pouco, que mudando as estações do rádio, escutei uma melodia que mudou para sempre o meu mundo: era o riff de I Want It All do Queen, em uma rádio pirata com um programa de nostalgia, minha cabeça embaralhou, fui atrás do Queen, de revistas (sempre amei revistas) e acabei conhecendo sozinha The Doors, Nirvana, Legião Urbana, Ramones e a banda que ia ser para sempre my dear: Led Zeppelin. Eu fui uma adolescente super rebeldinha, que queria ser rockstar e para isso tcharam entrei nas aulas de guitarra, assim mesmo sem violão, e foi aí que meu professor vendo minha dificuldade absurda para bases me ensinou os solos de Fear of The Dark do Iron Maiden, nascia um outro amor: o Heavy Metal, cuja filosofia de vida se aplicava mais naquele momento pré-vestibular: todos sabemos que o metal nacional é bem careta, apesar de super talentoso e eu estava de acordo com o lifestyle total black.


O David (Stalker) realizou meu sonho fazendo minha montagem com o Angra uhauhaua (na época montagens eram o must), detalhe eu tinha 16 anos nesta foto!


Eu, Katherine (que era aqui do blog), Kinjyo, Gui e Arley (Move Over) com a Dirty em Sorocaba.

Tentei ter bandas em Birigui, cheguei a fazer um show “memorável” tocando apenas uma música uahauhauha que interrompi quando começaram a gritar Sandy (tá havia uma pequenina semelhança uahauhauha). Fui para Londrina onde tive minha primeira banda séria, aliás duas! De lá vim para Bauru e passei a estudar Guitarra no IG&T em São Paulo uma vez por semana e tive uma banda ótima por lá, alguns integrantes hoje vivem só de música, eu resolvi ficar só em Bauru, onde passei um tempo tocando grunge (não gosto) em baladinhas e até em outra cidade, depois tentei formar uma banda só de meninas que foi um tremendo fiasco. Diante do fracasso, aposentei minha guitar e o sonho de ser a primeira mulher guitar hero da história lol. Mas continuei com meu amor pela música e pelo rock, além de uma tatuagem com a partitura inicial de Rebirth do Angra (fui até do fã-clube, dois anos seguidos rsrs).


Eu em mais uma montagem mirabolante com a guitarra lol, esta foi a minha primeira guitarra oun… ganhei com 15 anos!

Acredito que rock é atitude, falar o que pensa, vestir-se como quer e sonhar com um mundo melhor. Acredito que para ser roqueira não é preciso perder a feminilidade e se comportar como o Lemmy. É preciso encontrar o próprio estilo, ser você mesma sempre.

O rock me trouxe amigos, amores, alegrias, também problemas, desilusões, preconceitos (experimente ser a única mulher em bandas do interior paulista ou paranaense, é tenso) boas risadas, letras que valem mais que metade dos livros publicados e principalmente sonhos. So, keep on rockin in the free world!