A vítima é inocente.

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Como este é um blog feito por mulheres, não podemos deixar passar o ato de covardia que chocou o país. O barbarismo e a cultura de ódio estão crescendo no Brasil. Resultado da falta de educação, de respeito pelo outro e da quase total ausência de valores familiares ou sociais. Não se pensa no outro e só em si, e de forma extremamente ignóbil que não se percebe que se todos tiverem direitos e lutarem juntos, todos ganham mais em todos os sentidos.

Nessa selva de bestas avidas por terror, nós mulheres somos quem mais perdemos, algumas perdem ainda mais (pelo racismo e/ ou pobreza). Para nós, resta um país que trata a mulher como ser de segunda classe, dominado por homens que parecem que não tem mães, irmãs ou filhas.

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Uma menina de dezesseis anos foi estuprada por mais de 30 homens e exibida como troféu nas redes sociais. Um troféu por doparem e violarem covardemente. Homens que não são homens e nem mesmo animais, mas bestas, bestas demoníacas que por viverem em um país onde a impunidade é a lei quando se trata de violência contra a mulher, se vangloriaram de sua barbárie. Estupradores devem ser presos imediatamente, devem nunca poder sair da cadeia com indultos, porque não tem salvação, tem mente doentia incurável. O que fizeram foi espalhar o terror e acabar com com muitos sonhos.

Como mulheres, passamos a ter medo de novos parceiros, porque não conhecemos sua índole. Amigos? Será que são mesmo? Como posso me divertir se quando um homem inescrupuloso for criar uma cilada e eu estiver vulnerável e sem forças físicas superiores, ainda serei culpada por ter caído em uma armadilha? Será que os homens “de família” deverão ser estuprados para que estupradores sejam punidos imediatamente? E o caso da menina de Bauru violada coletivamente em area central da cidade? A polícia não pesou a mão com os bandidos como pesou com jovens que deram festa com som alto. Que tipo de país é esse? Que tipo de valores estamos tendo?

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A culpa nunca é da vítima. A culpa é e sempre será do criminoso. Ou quando o World Trade Center caiu a culpa foi dos construtores que fizeram um prédio ali e não dos terroristas?

Punição já.

Podia ser eu, uma amiga, podia ser a namorada de alguém, a mãe, a filha, a irmã, uma tia querida, seja quem for, ela é ELA em sua individualidade. NOS RESPEITEM! RESPEITEM NOSSO CORPO, NOSSA LIBERDADE, NOS DEIXEM IR E VIR SEM SER VIOLADAS. DIZER NÃO É NOSSO DIREITO, TER DIREITO É UM DIREITO!

Foto de TODAS Fridas.
Segue um texto de Luara Colpa que foi bastante compartilhado ontem na internet e resume bem a situação:

“Trinta.
Vinte e nove
Vinte e oito
Vinte e sete
Vinte e seis
Vinte e cinco
Vinte e quatro
Vinte e três
Vinte e dois
Vinte e um
Vinte
Dezenove
Dezoito
Dezessete
Dezesseis
Quinze
Quatorze
Treze
Doze
Onze
Dez
Nove
Oito
Sete
Seis
Cinco
Quatro
Três
Dois
Um
Nenhum.

Eu tiraria todos – um por um – de cima de você neste momento irmã. Eu limparia seu corpo, tiraria o som dos seus ouvidos, o cheiro deste lugar, as lembranças. Se o tempo voltasse, eu os impediria de terem saído de casa. Todos eles.

Eu desligaria os celulares, os computadores, tiraria baterias dos carros, dos ônibus. Eu faria feitiço, veneno, poção, dor de barriga para todos. Trinta.

Eu te levantaria daí e te levaria pra ver o pôr do Sol no Arpoador, se o mundo girasse ao contrário… Mas o mundo não gira.

Foram Trinta.

Um ex-companheiro e vinte e nove “amigos”. Nenhum deles se compadeceu. Vinte e nove seres humanos toparam se unir à um criminoso.

Trinta.

Trinta e um agora compartilharam. Trinta e dois riram. Trinta e três justificaram. Trinta e quatro se excitaram, trinta e cinco procuram o vídeo neste momento.

Agora o número se torna uma projeção geométrica. A misoginia aparenta infinita, o ódio e o machismo aparentam grandiosos demais. A primeira reação do público masculino em geral é ver o vídeo.

No entanto, quando pensei que fôssemos só nós duas, olhei para o lado e vi três, quatro, cinco. Chegaram seis, sete, oito, trinta.

Em segundos fomos noventa, cem, mil, somos milhares por você. Aquele som, aquele cheiro… Queremos que sua memória apague, mana

E que o mundo nos ouça: “A CULPA NUNCA É DA VÍTIMA”. Que ecoe.

Que ecoe: Daqui vocês não passam. Não passarão.

Que cada uma de nós seja porta voz do ocorrido. Se a grande mídia não denuncia a violência contra a mulher periférica, que nossas mãos sejam denúncia.

Na violência contra a mulher todas metemos a colher.

DENUNCIE.

No site do Ministério Público, Polícia Federal e disque 180. Mexeu com uma, mexeu com todas.”

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Eu fui: Odin´s Krieger Fest 2016 dia 2

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E tadam: mais um festival! Desta vez fui ao Odin´s Krieger Festival! Fui no ano passado, no dia 15 de agosto, e, foi maravilhoso, e claro que voltei e voltarei sempre!

Comprei ingresso para os dois dias, mas só consegui ir no segundo, porque o primeiro caia na véspera do Dia das Mães e né, Sampa grey city fica longe de Biri rock city onde vive minha mama rsrs.

Vamos ao que interessa!

Bandas

Antes de tudo, o que me faz desembolsar meu suado dinheirinho para comprar um ingresso e viajar, me transportar e etc para um evento são as bandas que nele estarão. O dia 2 do Odin para mim já era melhor pelo simples motivo de ter a maior banda de folk metal da América: Tuatha de Danann!

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O evento começou com Mandala Folk, que não conhecia e achei bacana, e, eles utilizaram diferentes tipos de instrumentos tradicionais.

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Em seguida vem O Bardo e o Banjo, que executou uma ótima versão bem folk country de The Bard´s Song, do Blind Guardian (<3 <3 <3 amo tanto que nem adianta desenhar mais corações, porque não dá para descrever). Vejam o video e vem dançar em roda comigo:

Video by Paulo Chopps. (baixista do Armahda, na minha humilde opinião a banda revelação do metal nacional dos últimos anos).

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Como terceira banda, aquela que provavelmente é a mais famosa banda de folk tradicional do Brasil: Taberna Folk, que como sempre fez um excelente show regado à bons drinks com rodas felizes e serelepes.

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Para encerrar a noite: Tuatha, Tuatha, Tuatha! Show de duas horas pleno de clássicos e músicas novas, com muita emoção e fãs sinestésicos. Sério: há um ano atrás fui a um show de retorno em Bauru, e me dá tanta alegria ver uma banda que escuto desde os 15 anos voltando com tudo e conquistando uma molecada que tinha a mesma idade que eu quando ouvi pela primeira vez! Que a Deusa os abençoe!

Feira

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Havia muitas coisas interessantes: drinking horns, vestidos, armaduras, poções, cosméticos, cintos, cristais e até trufa de hidromel que estava supimpa!

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Contras

Audio estourando. No ano passado isso estava pior, mas infelizmente ainda não conseguiram arrumar de vez de um ano para o outro. Algumas vezes também um instrumento sumia ou ficava mais alto que os outros. A música é o principal atrativo do evento, então, é bacana caprichar. Tomara que no próximo isso tenha se resolvido por completo.

Preço! O preço continua sendo alto para comprar bebidas. Água extremamente cara: gente, cade a humanidade? Pelo menos a breja agora era Miller (não melhorou muito, mas é melhor que a Skol a oito contos do ano passado!).

Hidromel: houve muitas reclamações em relação a qualidade e o preço do hidromel.

Prós

Por ser um evento folk já tem tudo de pró rsrs! Mas a localização da Clash é fácil acesso, o que é ótimo e os banheiros da casa são bem limpos e numerosos, com muitos espelhos. No banheiro feminino até cheguei a pegar fila, mas é super rápido. Ponto para o Clash.

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As lutas também foram bem bacanas, assim como a presença do Vitão Bonesso.

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A galera estava linda e feliz, foi mágico! Até o Rollo do Vikings compareceu!

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Sugestão

Tenho cinco amigos que iriam e não foram porque não tinham lugar para ficar em Sampa, e aí pensei: falta um festival folk de dois dias com camping! Tipo… por quê não fazer em algum sábado e domingo ou emendar um feriado e ser em alguma fazenda com direito à camping? Somos amantes do folk e amamos uma natureza: acho que poderia receber mais pessoas e seria lindo!

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Ps: peguei as fotos do Facebook do Odin, já que não consegui levar minha câmera!

E para deixar com gostinho de quero mais o Tuatha de Danann:

Beijo, beijo e let it folk!

 

Caveiras decorativas

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As caveiras nunca saem de moda (mórbida essa uhauah), mas, é verdade, e dão muito charme e estilo para o ambiente. Separei alguma ideias que achei bem bacanas:

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Para começar jogos de cama! Esse acima é lindo!

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Esse outro é de uma estampa mais chamativa.

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Fronhas góticas!

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Romance mexicano.

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E no embalo colorido, que tal essa luminária?

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Esses quadros arrasaram!

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E essas torneiras? Quero!

images (4)Jogo de chá que tenho certeza que toda mundo ia adorar!

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Para terminar um bom vinho!

Caveiras everywhere! Bjo, bjo!

Entrevista com autora do livro Para Não Esquecer Das Lembranças – Isabella Rocha

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Uma grande amiga, praticamente irmã e blogueira do Rock and Glamour também, além de comunicadora, roteirista, assessora de imprensa e fotógrafa: Isabella Rocha, a Isa Rocha, lançou um livro – Para Não Esquecer Das Lembranças. Também com tantos predicados, viagens pelo mundo e mudanças de cidade (Itatiba, Bauru, Washington D.C., Santiago e Brasília, só para citar algumas) Isa tem histórias e das boas para contar e quer que você conte a sua! “Para Não Esquecer Das Lembranças” é um livro interativo que chama o leitor para co-escrever a história, a própria história!
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Fizemos uma entrevista com a Isa sobre o livro e seu lançamento:
Isa, como nasceu a ideia do livro?

Desde a adolescência guardava relatos de momentos especiais, viagens, festas, concursos culturais e outros fatos importantes. “Tinha um caderno onde escrevia tudo. As páginas se esgotaram há muito tempo e joguei-o fora; mas ficou aquele arrependimento de ter descartado parte da minha vida”.

Tal falta me impulsionou a passar a limpo minha história. A partir daí, surgiu a ideia do livro. “Textos motivadores introduzem os temas de cada página, a fim de que o leitor se inspire e relembre de fatos de sua vida e escreva diretamente no livro. Em alguns tópicos, cito momentos meus, de amigos ou familiares, incitando o leitor a lembrar e relatar os seus”, descreveu. Todos os temas ainda ganharam desenhos, feitos pelos ilustradores da editora Giostri.


E como é isso de livro interativo?

O gênero desta obra literária é Memórias Pessoais – Livro Interativo, dando brechas para que ele seja sempre retirado da estante. “Haverá sempre motivo para revisitar suas páginas, seja para preencher ou lembrar-se de algo redigido. Aliás, há desafios no livro, para que o leitor tenha novas experiências e possa relatá-las”, contou. “Conjuntos de memórias formarão a personalidade, o caráter e como a pessoa age e vê a vida. Eu acredito que todas as lembranças são importantes e formam a história de cada um, mesmo as mais tristes contribuem de alguma forma para um aprendizado”.

No entanto, as lembranças que não podem ser esquecidas e devem ser anotadas são, principalmente, as que fazem bem ao coração. “São as que nos fazem rir, chorar de emoção, que têm pessoas queridas envolvidas, que possam nos lembrar do quanto é bom viver e buscar a felicidade, que pode estar nas pequenas coisas, nos pequenos momentos que fizeram a diferença em nossas vidas e devem ser sempre lembrados”.

 

Seu livro fala de lembranças, você poderia nos citar suas 5 melhores lembranças?

Tenho muitas histórias das quais nunca esqueço, mas em geral, as lembranças mais marcantes que tenho são da época da escola, viagens, faculdade, intercâmbios para o Chile e EUA e meu casamento em Las Vegas.
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Você acabou de lançar seu livro e se tornar oficialmente uma autora, como foi a experiência de lançar o livro em uma livraria com os leitores tendo a oportunidade de conhecer o seu trabalho e você?

A maioria das pessoas que foram me prestigiar no lançamento são amigos e familiares, então eu já os conhecia e eles a mim, mas foram conhecer a obra. O interessante é que muita gente próxima ficou surpresa ao saber que eu escrevi um livro, pois eu nunca compartilhei essa vontade minha… só escrevia notícias e redações para concurso, não anunciei o livro antes que ele se tornasse realidade, então pegou muita gente de surpresa. Não quis anunciar antes que desse certo, para não criar expectativas e não me frustrar!

Estou conhecendo muita gente interessada no livro pela internet, redes sociais e isso me deixa feliz por saber que meu trabalho é interessante e deixa as pessoas curiosas e ansiosas por ter um livro meu…

Já tem alguma ideia de um novo livro?
Vamos ver como será a aceitação deste, e se for bem sucedido pretendo dedicar-me a um novo livro, quem sabe um novo volume deste ou uma nova proposta, aceito sugestões e também quero entender os gostos e necessidades do meu público.

Para quem quiser adquirir o “Para Não Esquecer das Lembranças”, como deve proceder?

Está a venda na Livraria Cultura, pelo site ou lojas, pelo site Cia dos Livros, nas Livrarias da Editora Giostri em São Paulo e no Rio de Janeiro, na Livraria Toque de Letras em Itatiba/SP e também por mim. Quem se interessar pode me mandar uma mensagem pela  página do livro no Facebook ou Instagram, enviar os dados e comprovante de depósito que eu envio para todo o Brasil com marca página exclusivo, dedicatória personalizada e autógrafo!

 

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Sinopse:

Para não esquecer das lembranças – Isabella Rocha – Editora Giostri

Memórias pessoais – livro interativo.

 

Facebook: Para não esquecer das lembranças

Instagram: paranaoesquecerdaslembrancas

Um convite a escrever sobre memórias. Neste livro, o leitor é o escritor! Uma proposta de diário de vida, para registrar todas as lembranças especiais já vividas e continuar registrando ao longo dos anos… Para não esquecer das lembranças… Escrevi textos motivadores para o leitor se inspirar a escrever sobre certos temas e pensar sobre seu passado, presente e futuro, podendo voltar às páginas para relembrar fatos marcantes, alegrias, pessoas e tudo que o ajudou a formar quem é hoje. 🏻            

Espero que goste de ver a sua vida num livro! (Isabella Rocha)

Dia Nacional do Reggae

É hoje… Dia 11 de maio é o Dia do Reggae.

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A data fundamentalmente é triste já que há 35 anos ocorreu a morte do Rei do Reggae: Bob Marley.

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Como uma forma de homenagear o ritmo também no Brasil, a presidente Dilma Rousseff sancionou em 2012 a lei 12.630, que tornou este dia o Dia Nacional do Reggae.

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Sempre atuais, as músicas do jamaicano Robert Nesta Marley são referência no mundo e inspiração, já que a maior parte do seu trabalho lidava com os problemas dos pobres e oprimidos. Sua música falava de paz, irmandade, igualdade social, preservação ambiental, libertação, resistência, liberdade e amor universal ao mundo.
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“Is this love” é minha música preferida!
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E o clipe é lindo…

O Beijo

Pela primeira vez na história da TV Globo, maior emissora do país, reconhecida por seus altos índices de audiência no horário nobre, período em que exibe a telenovela, no dia 31/01/2014, com reexibição no dia 01/02/2014, ocorreu um beijo entre dois homens  (personagens da trama).

O romance entre Niko (Thiago Fragoso) e Félix (Mateus Solano) teve final feliz selado com um beijo no capítulo final de Amor à Vida.

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O que isso representa?

Uma quebra de paradigma entre o grande público e sua opinião, um respeito maior à diversidade sexual, pois a “novela da Globo” é, no Brasil, pela nossa cultura televisiva, a representação, um “termômetro”, da opinião popular.

A teledramaturgia é o produto televisivo mais tradicional do país. A primeira telenovela brasileira foi exibida na TV Tupi de São Paulo, Sua Vida Me Pertence, escrita e dirigida por Walter Forster, estreou em 21 de dezembro de 1951 e era apresentada ao vivo. O primeiro beijo da televisão brasileira aconteceu nesta novela entre os protagonistas, interpretados por Walter Forster e Lia de Aguiar, que não passou de um inocente “selinho”. Mas na época foi tido como um escândalo, surgindo muitos boatos e cartas enviadas à TV Tupi criticando a atitude dos dois atores, uma imoralidade para as década anterior ao inícios dos conhecidos anos de chumbo.

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No ano de 1995, houve uma grande especulação e expectativa sobre o primeiro beijo gay da TV brasileira, que acabou não acontecendo, era a novela A Próxima Vítima que estava no ar, pela TV Globo e a questão era levantada por meio dos personagens Jefferson, interpretado por Lui Mendes, e Sandrinho, vivido por André Gonçalves. Segundo Lui Mendes, não havia necessidade, pois o mais importante era construir a relação de companheirismo entre os dois. “Não teve beijo. Era uma polêmica porque todo mundo pedia. Não precisava beijar para demonstrar que o autor queria passar um amor homossexual. O que era necessário foi o que a gente conseguiu, conquistar a aceitação do público”, lembra. Mas na época ocorreu uma agressão ao ator André Gonçalves, que apanhou na rua de homofóbicos.

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O filme de 1999, Meninos Não Choram, representa exatamente a violência frente à diversidade. Baseado numa história real, o filme relata a juventude de uma jovem garota que decide assumir sua transexualidade, mas para fugir do preconceito e negação da sociedade adota nova identidade, transformando-se num garoto, como um forasteiro que encantou a pequena comunidade rural de Falls City, no estado de Nebraska, era adorado e quase todos que conheciam esse recém-chegado carismático eram atraídos por sua inocência encantadora. Quando sua verdadeira identidade é descoberta, o mistério desdobra-se em violência, estupro, espancamento e assassinato. O filme representa a história de um jovem americano à procura do amor, de si mesmo e de um lugar para chamar de lar.

Assim como no filme, e com os atores da novela, no cotidiano muitas pessoas sofrem agressão física e moral, seja nas ruas, seja na família.

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Em Mulheres Apaixonadas, 2003, novela da TV Globo, Alinne Moraes e Paula Picarelli formaram um casal gay. As duas adolescentes estudavam na mesma escola e o relacionamento homossexual causou confusões com os alunos. Um dos maiores picos de audiência da novela aconteceu no capítulo em que Clara foi xingada de “sapatona” por uma colega de sala.

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Aparentemente o público preferiu assistir um acena de violência a uma cena de demonstração de afeto. O beijo de amor não ocorreu, vetado pela opinião do público. Foi aceito um selinho enquanto elas representavam uma peça de teatro, de Romeu e Julieta, onde uma das duas fazia papel do Romeu.

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As especulações referentes à aceitação do público acabam por fomentar o preconceito, e colocar as pessoas à margem do convívio, ou seja, “aceitam” o homossexualismo, mas se incomodam com  as demonstrações públicas de afeto.

Em 03/08/2003, ocorreu na cidade de São Paulo, num shopping, o beijaço que foi uma reação ao próprio shopping, acusado de “discriminação de orientação sexual”, quando um segurança do local pediu a dois gays, na entrada do shopping, que parassem de se beijar. O casal se sentiu ofendido com a abordagem e registraram Boletim de Ocorrência na polícia, homofobia é crime! É consagrado como objetivo fundamental da República Federativa do Brasil (art. 3ª, inc. IV): promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

O “beijaço”, como foi batizado o protesto, organizado por grupos GLBT (Gays Lésbicas, Bissexuais, e Transgêneros), reuniu cerca de 2.000 pessoas, depois do incidente, o shopping preparou uma decoração especial para o evento de hoje, os casais foram recebidos por centenas de “beijos vermelhos” espalhados por todos os andares.

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Na novela América, trama exibida pela TV Globo, em 2005,  chegou a ser gravado um beijo entre os personagens de Bruno Gagliasso e Eron Cordeiro, mas a cena foi vetada horas antes de ir ao ar.

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Em 12/05/2011, quase 6 décadas após o primeiro beijo na televisão, após diversos ensaios da Rede Globo de Televisão, nunca levados ao ar, numa novela do SBT, entitulada Amor e Revolução, foi ao ar o primeiro beijo entre duas mulheres na televisão brasileira, as atrizes eram Luciana Vendramini e Giselle Tigre. Entre as personagens uma apresentava vivências sexuais tanto com homens, quanto com mulheres, outra se sentia constrangida diante da proposta de um beijo, mas o afeto prevaleceu.

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Essa semana, nas redes sociais, o beijo gay da novela Amor a Vida, foi um dos assuntos mais comentados. No Twitter a hashtag #BeijaFelixeNiko foi mencionada mais de 25 mil vezes num dia.

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Gente, tem coisa mais bonita que um beijo, um abraço, um carinho?

É difícil entender como pode uma expressão de afeto, um relacionamento feliz, o amor, ofender alguém.

Se você tem alguma espécie de preconceito imagine quando tiver um filho ou filha, e se ele ou ela for homossexual? Como você vai lidar com a diferença?

Claro que na teledramaturgia a história é o que importa, já que é ficção, mas se for história de amor, tem beijo!

Um Beijo pra você!

 

Caminito

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Caminito é um logradouro tradicional e turístico, localizado no bairro de La Boca, em Buenos Aires, Argentina.

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O caminho se estende de leste a oeste, formando uma curva de aproximadamente 150 metros, atravessando em forma diagonal, limitada pelas ruas Araoz de Lamadrid (ao norte), Garibaldi (ao oeste), Magallanes (ao sul) e Del Valle Iberlucea (ao leste). Sua forma segue o curso de uma antiga via de bonde, abandonada.

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Em 1959 surgiu oficialmente uma “rua museu”, com o nome de “Caminito”. O pintor Benito Quinquela Martín, foi o idealizador. Com a ideia de pintar  de cores alegre todas as casas, de material ou de madeira e zinco, as quais dão seus fundos para este estreito caminho, transformou um pardieiro, na  formosa rua. As casas de madeira e chapa cuja frente dão para o Caminito, seguem o estilo do tradicional conventillo boquense, um tipo de vivenda popular precária que caracterizou ao bairro desde suas origens.

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Ao longo do curso da rua se encontram expostas obras artísticas e nas janelas dos edifícios bonecos de personalidades como Maradona e Evita, ou cidadãos comuns.

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La Boca é um bairro um pouco perigoso, então  primeira dica é ir de dia, preferencialmente no período da tarde, logo após o almoço, ou ir lá almoçar, há vários restaurantes com mesas pela rua, e um palco onde casais dançam tango. Há casais dançando inclusive na rua, principalmente em frente à loja (das delícias que eu adoro) da Havana, onde há a placa escrito Caminito:

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Lá você encontra esses dançarinos prontos para tirar fotos e te transformar num dançarino, com direito a rosa na boca e chapéu na cabeça (esse não foi meu caso), e sósias do Maradona, prontos para posar com os turistas.

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Outra dica, caso você vá de ônibus é avisar ao motorista que vai ao Caminito e que descerá no ponto final (fica em frente à rua principal). Eu disse que ia descer em La Boca e andei várias quadras sozinha por locais desaconselháveis.

O passeio é incrível! É ótimo para compras (apesar dos preços em Buenos não estarem baixos), lá foi o local onde vi os souvenirs mais baratos,  as bolsas de couro, as camisetas, e as bijus diferenciadas, tanto nas barracas na rua, quanto nas lojinhas.

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Buenos Aires é uma cidade linda, o Caminito é um passeio super simpático, num lugar colorido, onde eu tive a sorte de ter uma tarde de sol quentinha para passear. Viajar é tudo de bom! Seja com amigos, amores, ou consigo mesma!

 

Elvis

Olá meninas, I´m back! Desculpem pela demora em postar, mas eu estou fazendo cursos online, dissertação para o mestrado, emprego oficial e freelas, além de jazz yôga e mais minha complexa vida pessoal auhauha, mas estamos de volta ipi ipi e em breve com mais novidades! Uma coisa supimpa que me aconteceu foi ir à exposição Elvis Experience com minha mãe estes tempos, amo o Rei do Rock e segue abaixo alguns momentos de lá:

Eu na reprodução da sala de gravação do rei do rock!

Me senti nos anos cinquenta!

Produtos super hype para fãs.

O guarda-roupa de Elvis sempre será um dos mais originais de todos! Incrível mesmo!

Um grammy original na sala de discos de ouro.


Um dos casais mais lindos e famosos de todos os tempos: Elvis e Priscila, minha mãe que foi quem me levou na exposição disse que tirar a foto ia me atrair sorte no amor, tomara!

 Elvis fez dezenas de filmes também, além de lindo, ele era muito talentoso e esforçado.

Amo as roupas do rei do rock que ele mesmo pensava as formas e brilhos inspirados na cultura black.

Eu acho o Elvis bonitão em todas as fases mas morro na forma dele no ínicio de seus trinta anos, em seu auge tanto de talento como de beleza, não adianta esse cara quebrou barreiras, misturou gingado negro com música branca em uma época super racista, ele literalmente sacudiu o mundo e tinha muito sexy appeal e uma voz poderosíssima. Elvis sempre será rei e único.

Beijos e prometo não me ausentar tanto d blog nunca mais rsrsr!

Valparaíso

Valparaíso é uma cidade de quase 300 mil habitantes no litoral central chileno.  Uma cidade chave para a independência do Chile e um patrimônio cultural da Unesco. Linda e adorável como quase todos os lugares que andei pelo Chile, e bota andar nisso, jajaja!


Plaza Sotomayor, aqui rola uma tremenda confusão no trânsito, os carros, ônibus e etc super andam pela praça, depois de andar muito por lá identifiquei faixas amarelas no chão, mas pohan Valparaíso, quase me muero muchas veces jajajaja!


El puerto. Valparaíso é uma cidade portuária, importantíssima, e isso é nítido, aqui você vai ver muitos marinheiros, bares para marinheiros,e enfim uma verdadeira vida dedicada ao porto, e é na area do porto que você terá que tomar mais cuidados com seus pertences, comigo não ocorreu nada, mas tipo a cada 10 minutos algum chileno me avisava para esconder câmera, e etc, mas para quem é brasileira, cidade mais calma que Birigui.

La casa de Neruda. Uma das casas do poeta que é o mais orgulho chileno. A casa é lindinha, toda decorada por ele mesmo, o precinho para entrar é que é bem salgado $3.500,00 pesos, quase vinte reais! Mas vale a pena!


Museo Maritimo. Um museu muito, mas muito bacana mesmo, no quesito bélico, o melhor museu que visitei na vida. Preferi este do que o Musée de L´Arme de Paris, mesmo, principalmente porque é mais dinâmico e bastante explicativo.

Arte em cada esquina. Valparaíso é uma obra de arte a céu aberto, só não vá andar de salto pela rua, porque querida, você não irá aguentar, sério!!!


Biblioteca Municipal. Lugar aconchegante e com arte moderna, vale a visita.


Escadas todo o tempo, andar por Valparaíso é literalmente uma aventura.


Patriotismo, na cidade chave da independência chilena, até na feirinha de artesanato.


Perto do Hostal Casa Valparaíso, que foi onde eu fiquei. Inicialmente eu iria ficar na Casa Fisher, mas estava em reforma, os dias na Casa Valparaíso foram muito divertidos, o dono do lugar Jorge vira tipo seu melhor amigo, dá super dicas e adora nosso país.

Lugar para beber em Valparaíso: bar Canário, vale cada gota lutada de Escudo, porque é lotado de chilenos e gringos e com música ao vivo e entrada franca.